terça-feira, 5 de maio de 2009

Adote um JAVALI!

Bichos de estimação, você tem? Se eu for analisar, eu tenho uma familia de bichinhos muito grande. Vou escrever sobre meus Pets... Temos aqui em casa, a Natasha - uma gata siamesa - e a Chica, minha vira-lata.
A Natasha é quem lidera a familia, a mais velha. Gordíssima e quase desdentada, ela nos enlouquece com seus miados[gritos, melhor dizendo]. Como todo siamês é estrábico, ela não poderia fugir a regra. Sempre que ela está dengosa ela entra em um transe-vesgo-prazer-ronronar-lambelambe frenético que só quem já presenciou para entender. São 10 anos de vômitos e cocôs deixados em locais estratégicos para descontar a sua raiva em mim ou em minha mãe. A Natasha é foda, sem dúvida.
Um belo dia, ou melhor dizendo, em um dia dublado eu acordei e fui trabalhar - ainda trabalhava na farmácia. Chegando lá, alguns minutos depois percebi que havia um cachorrinho branco e magro, com aparência de filhote, deitado bem ao lado da porta da farmácia. Por alguns instantes, eu e Dona Maria, que trabalha ao lado, ficamos ali admirando aquele pequeno cachorro[tá bom, não era tão pequeno]. Batemos o pé no chão algumas vezes, com o intuito de o fazer sair dali, procurar algum lugar mais aconchegante ou com cobertura, afinal, a chuva estaria se formando no céu. O cão se levantou, rodou e farejou algumas vezes e por fim se deitou como se aquele fosse o seu lugar. Continuamos alí, olhando por mais alguns minutos, e fui fazer minhas obrigações, tal como a Dona Maria. Eu sempre voltava ao lado de fora da farmácia para olhar o cão, que estava lá, olhando de volta. Foi anoitecendo e o cão se levantou, ainda com medo, com o rabo entre as pernas, ficava ali, do lado de fora olhando fixamente para mim. Sai, atravessei a rua, e vi que o cão me seguiu, com medo. Bati o pé no chão mais algumas vezes, tentando fazer que com medo do 'barulho' ele fosse embora, mas nosso destino já estava traçado. De repente, chegou minha mãe e minha irmã Cynthia, começamos a conversar. O cão, que parecia entender que estavamos falando dele, estava ali olhando, sentado no canto. Então Cynthia decide ver o cão de perto e constata que era uma mocinha, era uma fêmea. Na mesma hora em que ficamos paparicando a recém descoberta fêmea com nomes como menininha, bonitinha, nenemzinha, chegou o rapaz que vende churrasquinho assado, no espetinho. Comprei pra todos nós, e a Cy, comprou dois para cachorra. Nossa, ela devorou em instantes, com uma energia que até poucos momentos parecia que não tinha, também não era para menos, o animal tinha fome e acabara de encontrar com muita facilidade um 'mini' banquete com a coisa mais deliciosa do mundo, carne. Já estavamos todos embabacados com o charme daquela fêmea e então minha mãe propõe:
'Vamos levar ela pra casa? O que você acha, Dan?'
No primeiro instante relutei, pensei que ela poderia ter qualquer tipo de doença, e que poderia infectar a nossa velha Natasha, mas logo em seguida disse:
'Que mal tem, é filhote mesmo.'
Concordei, e em segundos lá se foi minha mãe, Cynthia e o Cão, melhor dizendo, a Cadela para dentro do carro. Em alguns minutos minha mãe me ligou e disse que já havia comprado vários remédios para combater pulgas e carrapatos, sarna e qualquer outra doença que ela poderia ter, as vacinas e vitaminas, e claro, ração. Depois de algumas ligações pensamos no nome, e então decidi que seu nome seria CHICA!
Pronto! Chica chegou em casa desconfiada e fraca, nos primeiros três dias, ela só comeu uma vez e dormiu pelo resto do tempo, pensei que ela não resistiria e morreria, por alguma doença misteriosa. E os carrapatos? Ela tinha carrapatos, muitos, muitos mesmo, minhas irmãs tiraram mais de 120 da pele dela, coitada. A cada dia ela ia confiando mais em nós e ia se soltando, e claro, ia ficando cada vez mais forte.
Hoje ela é um cão e tanto, perto do que era. Chica é sensacional. É fácil de entender e de ver a gratidão que ela tem por nós. Aquele cão desconfiado e com medo, fraco e com fome, que não sabia comer ração - ela comia uma bolinha de cada vez, não existe mais. Hoje temos um cão, ou melhor dizendo, temos a Chica, que deixou de ser um cão de rua para entrar em uma familia.
Ela me faz rir muito com suas fungadas, quando ela fica reclamando ou fica mordendo a porta de tela. Hoje, por exemplo, acordei e fui dar bom dia a ela, que ontem foi presenteada com um 'novo' edredon em sua casinha. Ela saiu reclamando e já se jogou de barriga pra cima, pedindo carinho. Ri e respondi:
'Bom dia pra você também, amor.'
Acredito que ela ficará por aqui por muito tempo, sempre latindo e reclamando, fazendo companhia nos passeios de carro e mostrando o dente na porta de tela, pedindo para que eu saia para brincar com ela.
De qualquer forma, sou feliz por ter dois bichos doidos aqui em casa, e sem dúvida, não sei o que seria de nós sem essas criaturas.
Adote um animal. É uma escola de vida.

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