Só, mais uma vez só.
Amargo... Sempre no fim.
Chorar uma lágrima de cada vez e sentir o peso delas em meus ombros. Entristecer-me com o vazio da cama que sem você se torna gigante.
Invejar os casais que compartilham momentos, tímidos ou extravagantes, cheio de paixão.
Sentir o peso de cada folha seca que cai da cerejeira do quintal.
Entorpecer-me com o charme do inverno e me desesperar.
Ouvir o silêncio apavorador da solidão.
Respirar fundo e conseguir encontrar coragem na tristeza.
Adormecer.
Acordar e descobrir que a agonia não era um pesadelo.
E me vejo só, mais uma vez só.
Me dê mais uma xícara de café, quase sem açucar, por favor.
Amargo, sempre no fim.
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